quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

...são flores...

Bem que podia chover flores - de todas as cores -
para que assim que elas caíssem ao chão
um novo jardim se fizesse,
Deixando rastros de primavera mesmo no mais longo inverno.

Um abraço florido no coração de quem por aqui passar!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

...essa mistura de ser...

Essa mistura dá no mesmo sempre.
Liquidificador bate, tritura e deixa um só,
Como o céu empoeirado de estrelas que só aparece quando fica escuro.
De dia, não!

E não é sujeira,
É parte da noite, como as nuvens são partes do dia.


Um pouco de abraço, de sorriso, de olhar e de bem querer.
Criança quando nos encanta é pra valer,
Desperta em nós um amor de mãe ou pai,
Escondido dentro do nosso próprio ser...
na criança que um dia fomos.

Uma mistura de abraço com sorriso no coração de quem passar brincando por aqui =)...sigamos sempre perto de Deus!

Obs.: Homenagem a Larissa

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

...um bom momento...

Passou um vento em minha frente
e um tapete de folhas se desenrolou
correndo, brincando por entre meu olhar.

Pareciam crianças atravessando aquela rua
em um momento para me roubar a lembrança
escondida no meu peito adormecido da infância.

Bastou aquilo para ver doçura e me encantar o dia
num vento que passava brincando com folhas
num começo de dia.

Um beijo grannndeeee no coração de todos que passarem por aqui...
Fiquemos sempre perto de Deus!

domingo, 13 de junho de 2010

...o outro lado do amor...


O amor tem um lado onde teoricamente se fala através de palavras tão bonitas,
mas que na prática essas palavras não alcançam o real sentido do que é vivê-lo, senti-lo.

Amor que conquista espaço em nossa vida através de alguém - mas esse alguém de repente vai embora - e fica o sentimento... fica o amor.

O caminho agora faz-se solitário - embora diga-se que quem ama nunca está sozinho porque o amor sempre o acompanha. Mas aqui é o outro lado do amor que fica só com quem segue amando.

Companheiro que aí revela sua faca escondida sobre suas asas, como bem disse uma vez Gibran ao descrever o amor. E dói... como dói!

Caminhos de deserto é o que sente-se percorrer, com o coração faltando um pedaço... Mas o amor que fica nos lembra que até no deserto Deus alimentou seus filhos e assim fará também com nossos corações.


Meu abraço aos que passarem por aqui...

sábado, 29 de maio de 2010

...amor despertado...

Certas cenas tem a capacidade de nos encantar tanto que nos fazem experimentar nossos sonhos antes de eles se realizarem. As crianças, em geral, tem esse poder sobre mim, deixam-me encantada. Ontem eu conheci uma 'pessoinha' de 5 anos que me olhou por entre as poltronas do ônibus universitário toda curiosa para ver quem dormia e se deparou com meu olhar sobre ela. Sua reação imediata foi se abaixar... mas depois ela tornou a olhar. Era delicadamente linda, como todos as crianças, mas magestosamente parecia uma princesinha, dessas que tem traços fortes de sua personalidade em todo o modo de se expressar. Meu instinto materno foi despertado por ela e experimentar esse amor é uma das coisas mais lindas de se sentir.

Após alguns instantes ofereci a ela um doce que havia em minha bolsa - o qual ela não relutou em aceitar. Sua irmã - uma universitária - estava com ela e começou a me contar um pouco sobre ela. A pequena foi fazer companhia a irmã porque sua mãe havia ido viajar aquele dia e ela gostou da idéia de ir com a irmã para a 'aula'...=)
Foi muito bonito o que ela despertou em mim... tão pequena e com um poder tão grande.

Um abraço de retorno a todos que passarem por aqui... senti saudades ;) Bjs no coração de cada um!!!

sábado, 8 de maio de 2010

...deixo flores...


...deixo flores porque estarei ausente por um tempo.

Um abraço no coração de cada um que por aqui passar!

domingo, 18 de abril de 2010

...hoje é dia do livro...


Desde minha infância estas comigo
Sempre por perto a me ajudar
E mesmo no silêncio ou distância
Cumpre seu amor em partilhar.

Não és anjo nem um deus a me cuidar,
Mas é a voz daqueles que,
de uma forma ou de outra,
Chegam até nós em forma de palavras - sua voz!

Em toda a humanidade,
és com certeza uma das maiores riquezas!
Não quero nunca te deixar de lado,
mas se por um acaso,
quando eu na tenra idade,
não puder mais com meus olhos te ler,
que venha então um anjo e possa
ler para mim suas histórias,
meu amigo, livro, pois gosto muito de você!

Pequena homenagem a Monteiro Lobato, que acompanhou minha infância com suas histórias fantásticas, e ao Dia Mundial do Livro.

Bjs a todos que passarem por aqui ;)

sábado, 10 de abril de 2010

...arrumando a casa...


"Minha casa é uma casa pequenina
Cabem cinco mas abriga muito mais
Nas janelas tem um jogo de cortinas
Que tremulam qual bandeira pela paz."

Quando eu era criança gostava de brincar de 'casinha' com minhas amigas, primas, minha irmã e até meu primo Tuca. Minha parte preferida era arrumar, colocar as coisas no lugar, varrer e depois fazer 'comidinha' e brincar com as bonecas.
Fazíamos casinha em qualquer lugar: embaixo de árvores, nas pilhas de tijolos ou madeiras, embaixo dos pés enormes de aipim/mandioca, no viveiro de passarinhos do meu pai, no quarto, na sala, em baixo da mesa da cozinha... era aquele leva e trás de toalhas, lençóis (para fazer as paredes e o teto), almofadas, tapetes...

"Minha casa fica perto de outras casas
E na rua brincam trinta ou cem crianças
Na varanda, meus compadres e comadres
Tiram prosa repartindo as esperanças."

Embora tenha crescido junto com meus avós também, em um lugar que era meu 'sítio do pica-pau amarelo', nunca tive uma casa na árvore. As vezes que lá subia era para brincar de se esconder, para conversar com meu primo Tuca ou para pegar frutas.
Mas, nossa brincadeira de casinha era coisa séria, tínhamos responsabilidades por elas como gente grande mesmo. Nos visitavamos, cuidavamos dos nossos 'filhos', que as vezes eram as bonecas ou alguma criança mais nova. Acho que é por isso que quando crescemos falamos as verdades em tom de brincadeira porque na infância a brincadeira é levada a sério, faz parte do desenvolvimento da criança.

"Meu Senhor do céu
Que às aves deste um ninho
Onde sempre elas abrigam seis ou mais
Eu sou pobre, mas sou como os passarinhos
Tenho casa onde a gente vive em paz."

Quando fazíamos cabana eu lembro que mal podíamos entrar dentro delas de tão pequenas que eram e então ficávamos ao redor, mas era como se estivessemos lá dentro. Na verdade ela existia dentro dos nossos corações e era tão bom se reunir ali. Nunca ficavamos sozinhos.

Hoje, já crescida, vejo o quanto arrumar a casa é importante, não só para a aparência estética dela mas principalmente para que em seu interior cada coisa ocupe o seu lugar certo e haja uma harmonia.
A nossa 'casa-coração' é um lugar assim, que constantemente precisa ser arrumado, cuidado, arejado, com paredes claras, fogo no fogão a lenha para aquecer quando for frio e de brisa suave quando for verão ou primavera...ah, e com muitas flores, indicando que ali há vida.

Estou arrumando minha casa-coração. Como por aqui estamos na estação do frio, faço fogo no fogão a lenha e coloco pinhão na chapa... e o café é coado na hora para que o cheiro e o gosto sejam originais. Ela está aberta, embora a porta esteja encostada. E quem vier, de onde vier, que venha em paz!

Bjs na casa-coração de todos que passarem por aqui ;)

Obs.: Este post é em homenagem ao senhor Jota e sua filha Sandra, eles sabem porque =)
Os versos que coloquei são da música Aconchego, do padre Zezinho. Quem quiser ouvir e ver o vídeo, segue o link:
http://www.youtube.com/watch?v=45mHuQbA0ng

domingo, 14 de março de 2010

...um pouco sobre o mar e as palavras em minha vida...


Tenho muitas paixões em minha vida e duas delas são o mar e as palavras.

Com o mar descobri que para se feliz é preciso mergulhar fundo na vida e não se contentar só com a superficialidade e nem guardar nada para si pois as ondas não perdoam nosso egoísmo. Quando escondo meus sentimentos enterro pérolas na areia sem nunca saber se são verdadeiras ou não. O mar me ensinou também a ser ousada na busca da verdade e, no contemplá-lo, aprendi a sonhar, e sonhando senti que meu sonho deve ser maior do que a minha vida para assim eu ter coragem de perdê-la por ele se preciso for.

Com as palavras descobri um silêncio fecundo: ao mesmo tempo em que me sinto muda se não escrevo também acho que falo demais se não ouço os outros.
Nas suas construções aprendi a brincar com elas e nessa brincadeira descobri um jeito novo de falar de amor. Encontrei, talvez, a arte da minha originalidade escondida em cada letra encontrada com seu par perfeito para assim formarem as palavras e frases que eu quero dizer diante do que eu vejo, sinto e vivo.

Quando criança, viajei muito num Barquinho Amarelo imaginando e se apaixonando pelas histórias que a professora contava na escola. Foi aí que tudo começou...

Quando adolescente declarei meu amor ao Egito numa história submersa sobre as águas do rio Nilo, o que me levou a conhecer mais sobre essa civilização e eu mesma. Ficção e história se encontraram em O Segredo do Nilo.

Quando jovem comecei a falar de amor e em Levei meu Amor ao Silêncio partilhei meus sentimentos de anos guardado, como num conto de fadas. Mas o príncipe virou sapo.

Agora, já adulta, celebro minha vida com todas as minhas histórias em Os Segredos do Mar – história e poesia, onde somente o real conta a sua história. A ficção ficou para traz.

E aqui neste blog as histórias continuam a nascer, prosseguindo a celebração diária de minha vida.

Obrigada, Pai... eu também te amo!

Bjs a todos que passarem por aqui!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

...meu cajado...


Um símbolo forte que marcou minha infância foi o cajado. Toda vez que eu entrava na floresta da casa dos meus avós a primeira coisa que eu fazia era procurar um. Sempre era um pouco acima de meus ombros e me servia para abrir caminho, para me defender das vacas ou do mato alto a minha frente. Também cutucava os formigueiros das formigas "sasaras", que eram enormes ou até para tirar alguma fruta das árvores!

Gostava de sair no mato de manhãzinha, entrando nas portas do céu que o sol mostrava entre as árvores. Meu cajado era uma segurança para caminhar até elas. Meu primo e companheiro de aventuras, o Tuca, não tinha essa mania, o que ele fazia era subir rápido em árvores caso algum perigo surgisse. Eu me defendia com o cajado!

Corria os campos, saltitava pelas estradinhas, caminhava curiosa em meio ao mato... e meu cajado era também meu companheiro, meu brinquedo =)Ele era como uma extenção de meu corpo, meu braço, minha mão, meu dedinho de criança e seu toque nas coisas era quase que mágico. Nunca pensei na imagem de Jesus, o Bom Pastor, naquele tempo... nem sabia que Jesus também tinha seu cajado, como aparece nas imagens.

Até hoje tenho este costume de ter um cajado a mão cada vez que vou fazer alguma trilha ou mesmo quando retorno a casa de meus avós e vou andar no mato. E sempre tem um lá, me esperando! Hoje vejo como um símbolo de fé.

Um beijo a todos que passarem por aqui!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A cruz do Haiti...

Lendo o blog de um amigo meu encontrei este texto de um padre sobre a tragédia que aconteceu no Haiti. Lembrei, lendo o texto, de madre Teresa de Calcutá... ela fazia poesia em meio a tanta vida trágica...mas ali ela encontrava motivos para viver e nos mostrava que Deus está em todo lugar e em toda forma de vida.
Que tenhamos, então, olhos para perceber isso também e coragem para ir ao encontro de Deus em todo lugar. Amém!

O CRUCIFIXO DO HAITI
Acabo de ver a imagem do Crucifixo da Igreja Sacre Coeur du Tugeau, no Haiti, exibida pelo Fantástico, programa da Rede Globo. O templo sagrado desabou e restou aquele Crucifixo, quase intacto, grande, erguido, exposto aos olhares que banham de lágrimas as noites haitianas. As pessoas param em frente a ele, choram e rezam. Esta imagem provoca o ser pensante. Por que foi assim? Por que aquele Crucifixo resistiu ao equivalente a 30 bombas nucleares como a de Hiroshima? E Cristo ficou ali. Parece ser aquela Sexta-Feira Santa, em Jerusalém, no alto do Calvário. Pus-me a pensar e contemplar a chocante cena. Abri as Sagradas Escrituras e pus-me a ouvir o Senhor. O Filho do Homem permaneceu naquele lugar, representado pela imagem, para dizer aos sofredores haitianos que eles não estão sozinhos. Jesus Cristo está crucificado com eles e eles com Cristo. “Suas dores são minhas dores; suas lágrimas são minhas lágrimas; seu sangue é o meu sangue. Estou na cruz despido, como vocês que agora se encontram despidos de tantos bens.” Como disse o Profeta Isaías: “a verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores” (Is 53,4). Os braços do Filho de Deus permaneceram abertos em Porto Príncipe para acolher o clamor de homens e mulheres transpassados pela lança da destruição, da fome, da sede, da perda de esperanças. O lado aberto do Cordeiro de Deus ficou ali, às margens da rua destruída, para dar descanso e consolo aos que ainda gritam por socorro debaixo dos escombros de uma cidade cujo concreto tombou sobre vidas cheias de sonhos. “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). O Crucificado resistiu às forças cósmicas para dar refúgio e abrigo aos que vagueiam pelas ruas sem destino. O Crucifixo do Haiti foi mais forte que o terremoto para manter viva na mente e coração dos que por aquela rua passarem a boa notícia: “prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão” (Jo 15,13). Ali ficou uma imagem sagrada feita de matéria, porém, ao seu lado, ficaram os corpos de homens e mulheres, que viveram até o fim o Mandamento Novo. Eles foram imagens vivas do Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. Trata-se da Dra. Zilda Arns e quinze sacerdotes presentes naquela igreja no momento da tragédia. Eles estavam juntos porque queriam amar intensamente as crianças daquela nação que esperavam por vida e vida em abundância. O Crucifixo do Haiti permanece erguido e o Espírito de Deus fala aos corações das pessoas de bem que salvam aquela sofrida gente. “Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; ... Todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mt 25, 35-36.40). O Crucificado ressuscitou e enviou do Pai o Espírito Santo renovando todas as coisas. Ele ficou naquela destruída rua para dizer: “Coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33). Em meio ao caos da maior tragédia enfrentada pela ONU, há esperança, a luz dissipa as trevas em cada pessoa resgatada com vida, e em cada criança amparada. E o brilho volta a resplandecer nos olhos que agora choram os mortos. É a força criativa e reconstrutora do Amor estampada no Crucificado do Haiti.


Padre Francisco Agamenilton Damascena
Vice-reitor do Seminário Diocesano São José
Uruaçu - GO

Abraços aos que passarem por aqui e pedidos de preces por esses nossos irmãos!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Uma poesia especial...

Esse poema foi escrito por um aluno da APAE, chamado, pela sociedade,de excepcional. Excepcional é a sua sensibilidade!!!!!
Ele tem 28 anos,com idade mental de 15.

Ilusões do Amanhã

'Por que eu vivo procurando um motivo de viver,
Se a vida às vezes parece de mim esquecer?
Procuro em todas, mas todas não são você.
Eu quero apenas viver, se não for para mim que seja pra você.
Mas às vezes você parece me ignorar, sem nem ao menos me olhar,
Me machucando pra valer.
Atrás dos meus sonhos eu vou correr.
Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.
Se a vida dá presente pra cada um,o meu, cadê?
Será que esse mundo tem jeito?
Esse mundo cheio de preconceito.
Quando estou só, preso na minha solidão,
Juntando pedaços de mim que caíam ao chão,
Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.
Talvez eu seja um tolo,
Que acredita num sonho.
Na procura de te esquecer,
Eu fiz brotar a flor.
Para carregar junto ao peito,
E crer que esse mundo ainda tem jeito.
E como príncipe sonhador...
Sou um tolo que acredita, ainda, no amor.'

PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos - APAE)
Obs.: Agradeço a minha amiga Beth que partilhou em seu blog esta poesia =))

Bj a todos!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Amar como os pássaros...


Da janela do meu quarto eu vejo um ninho de passarinho.
O casalsinho está ali alimentando seus filhotes. Acabou de cair uma chuva torrencial e eles estão ali, firmes. Escuto daqui o 'piar' dos filhotinhos com fome.
Esta árvore onde está o ninho bate pertinho aqui do meu quarto, é filha de uma semente de uma árvore lá da casa de meus avós... ela dá umas flores vermelhas esquisitas - mas bonitas - e toda vez que abro a janela e as vejo é como pedir a bênção de minha avó... ela gostava de flores!

E é desta cena que tiro a minha mensagem de fim de ano a todos: Que possamos permanecer unidos, em família, no amor, na amizade, na confiança... como esta família de pássaros! Com coragem para enfrentar tudo, tendo sempre o amor como elo essencial!

Abençoado 2010 a todos vocês que passarem por aqui!
Beijos no coração de cada um!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Natal é todos os dias...



Naquele 24 de dezembro de 1982 eu acordei mais cedo do que de costume. Aliás, tudo estava meio diferente aquela manhã: os pássaros lá fora cantavam em harmonia com as cigarras, as flores no jardim, ainda orvalhadas, recebiam os primeiros raios de sol fazendo transparecer um brilho todo especial, recebendo já cedinho a visita de muitas borboletas e abelhas. “Até a natureza sentia que vinha coisa boa por aí”, pensei eu com um sorriso típico da criança de 8 anos que era eu. Corri da janela de meu quarto para a cozinha num risco e fui direto para a janela que dava para a estrebaria onde meus avós tiravam leite das vacas. Eles já estavam lá no ofício diário deles! Quis vê-los pois a presença deles em minha vida embalava-me no colo de Deus e assim eu sentia-me segura e amada. Mais uma vez sorri!

Sim, eu estava na casa dos meus avós! Aquela casa que a gente encontra nas histórias do senhor Monteiro Lobato, sabem? Onde Pedrinho e Narizinho passavam as férias no mundo encantado da vó Benta e que brincar era muito mais que um faz-de-conta, era um aprendizado para a vida toda... Assim era a casa de meus avós também e junto com meu primo Tuca, que morava ali pertinho, vivíamos as nossas aventuras cheias de sabedoria e encantamento. E por falar nele, mal eu cheguei na cozinha ele entrou pela porta a dentro sem cerimônia alguma, meio assustado e com os olhos pequenos ainda pois também havia acordado aquela hora e se pôs na janela comigo a olhar para a vó Maria e o vô Emílio ao longe.

“O vô e a vó parecem são José e Nossa Senhora no presépio que montamos lá na sala, né?”, comentei com o Tuca contemplando aquele cenário bíblico, inundada já pelo espírito natalino. “Vamos lá para tomar a espuma do leite fresquinha e pedir a bênção e dar um abraço neles?”
E assim, saltando rapidinho da janela, saímos em disparada para a estrebaria. Chegando lá corremos ao encontro do vô e da vó e nos sentamos no lugar de costume, onde ficávamos quando ajudávamos a fazer os tratos para as vacas. Era um lugarzinho como que uma prateleira grande, de chão batido embaixo de um paiol enorme. Ali ficávamos todas as manhãs e fins de tarde enquanto esperávamos eles tirarem o leite. Mas aquele era um dia especial, era véspera de Natal e até aquela rotina diária se tornara diferente. De repente, olhando tudo ao nosso redor percebemos que aquela estrebaria virara uma gruta, igualzinha a que fizemos no presépio. Então, meu primo e eu tivemos uma idéia: “Vamos fazer uma caminha para o menino Jesus aqui? Só falta ele agora!” Bem ligeiro pegamos capins secos e verdes que haviam por ali e graciosamente fizemos um aconchegante lugar para dormir. Nossos avós observavam tudo, tão entusiasmados quanto nós, felizes por nossa presença ali junto deles.

Andando de um lado para outro começamos a procurar algo que pudesse representar o menino Jesus. E procura daqui, procura dali e nada! Passou um tempinho e nos cansamos daquele sobe e desce da estrebaria para o paiol e resolvemos descansar na caminha do menino Jesus. Aí, vovô e vovó, nos contemplando curiosos e fascinados, aproximaram-se de nós e disseram: “Pronto! Agora o presépio está feito! Vocês dois aqui são o menino Jesus que faltava”. “ Nós dois?”, perguntei eu prontamente, “por que?”. “Por que em nossas vidas vocês fazem o Natal acontecer todos os dias e é no aconchego do abraço de vocês, no sorriso espontâneo e na conversa amorosa que nós sentimos a revelação desse mistério”. Eu e o Tuca nos olhamos surpresos imaginando o menino Jesus dentro de cada um de nós, felizes com aquela idéia. E assim, abraçando nossos avós, descobrimos que o melhor lugar para preparar e acolher o menino Jesus é dentro do nosso coração.

E sabem do que mais, aquela estrebaria nos ensinou, durante toda a nossa infância, a entendermos o santo mistério que envolve o nascimento de Jesus, o Filho de Deus. E não só o deixamos nascer dentro de nós como também o acolhemos para crescer conosco, brincando juntos. E Ele aceitou!


Um abraço a todos que passarem por aqui!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Vagalumes no meu jardim...


Ontem estava lendo. Já era noite e fazia muito calor. Abri a porta e recebi aquele frescor agradável das noites de verão aqui do Sul. De repente olhei lá fora e percebi que algumas luzinhas começaram a passear em meio a escuridão do nosso jardim. Eram vagalumes...

Adoro vagalumes pois eles me trazem lindas lembranças e bons fluídos. São luzes espontâneas e verdadeiras... nada artificiais! Não precisam ofuscar e nem roubar energia de nada e de nenhum outro ser para brilharem...e brilham aos poucos, sabem ser Luz! Deus colocou nesses bichinhos uma sabedoria incrível: eles sabem ser luz em meio a escuridão! Vão se acendendo aos poucos porque sabem que brilho demais cega os olhos de quem vê.

Amei aquelas luzinhas, fazia tempo que não as via mais. - Ainda existem vagalumes, que maravilha! - pensei aqui dentro, sorrindo dentro de mim, lembrando das vezes em que eu corria atrás deles quando era criança na casa de meus avós.

Minha leitura no livro agora se perdera, passei a ler aquele momento, aqueles dois vagalumes que brincavam em meu jardim. Adorei a visita deles!

Um abraço de luz a todos que também me visitarem aqui! ;)

Obs.: E Deus não é assim também? Não se mostra aos poucos? =)Ele vai acendendo as luzes em nossa vida na medida em que vamos caminhando.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

É hoje que Sinto aquilo que Fui...


Esta frase de Fernando Pessoa me fez descobrir o valor que minha infância tem sobre mim. É no hoje que eu vejo refletido o amor que recebi de meus avós, pais, tios, professores... É hoje que eu contemplo a minha infância com os olhos de quem lê histórias encantadas e sente que tudo é possível e que o pó de pirlimpimpim é feito de amor!

Partilho com vocês um conto que escrevi falando um pouco desse meu tempo. Agora o texto está aqui na íntegra =)

Portas do Céu

Eu gosto de todas as estações, principalmente da primavera. Lá, na estação da minha infância, quando a primavera desabrochava, eu lembro que na floresta onde ficava a casa dos meus avós, eu adorava andar entre as árvores para ver as portas do céu
que se abriam bem de manhãzinha quando o sol ia nascendo.
Eu via seus raios se espreguiçando por entre aquelas enormes Imbúias e imaginava que Deus havia aberto as portas do céu... E na minha imaginação eu entrava e passava meus dias de férias lá, com Ele. Eu subia em árvores, comia frutas do pé, apreciava as flores do campo, brincava com os girinos deitada a beira do rio e com os terneirinhos correndo nos campos.

Meus avós me davam a mão e o colo e meu primo Tuca era meu anjo companheiro naquele pedacinho de céu a brincar comigo. E nossas brincadeiras eram como aquelas aventuras do Pedrinho, que o senhor Monteiro Lobato contava no Sítio do Pica-Pau Amarelo. Claro, não tínhamos o pó de pirlimpimpim mas tínhamos o sótão da casa de meus avós, que era um verdadeiro passaporte para um mundo de aventuras. Lá, embalados pelas estórias de assombração da infância de minha mãe, que também viveu ali, e juntando mais as nossas, coragem era o que não nos faltava para estarmos ali.

Certa vez resolvemos desafiar nosso medo e passar uma noite lá no sótão, onde havia três quartos cheio de coisas antigas e fotos e mais fotos penduradas em quadros nas paredes. Aquelas pessoas nas fotos eram todas parentes, mas nunca sabia quem era quem pois já haviam falecido.

Bom, a noite chegou e com ela a escuridão. Escuridão que parece ser maior no interior pois não há ruas próximas e nem postes para iluminar o quarto lá de fora, só há os vagalumes e o luar mesmo. Mas aquela noite nem isso tinha. Para acalmar o medo começamos a brincar de achar músicas em palavras, isso ajudou por um tempo. Minha irmã mais velha, Ana, estava conosco e também entrou na brincadeira. Foi legal! Mas, de certa hora em diante aquilo perdeu a graça e ela começou uma outra brincadeira que para mim e meu primo não teve a menor graça.

Como a Ana sempre foi metida a corajosa, ela começou a nos assustar inventando estórias sobre aquelas pessoas que estavam nos quadros. Eu e o Tuca ficamos de olhos arregalados em direção as paredes do quarto e mesmo em meio a escuridão juro que víamos os olhos daquelas pessoas nos olhando. Mal respirávamos de tanto medo e a nossa imaginação ia dando asas a mil fantasmas. De repente começamos a ouvir um barulho. Eram passos leves que vinham em direção do quarto em que estávamos. Nosso coração essa hora batia na boca, até minha irmã ouviu e ficou em silêncio. O negócio é sério, pensei, porque quando minha irmã ficava quieta ela também estava com medo. Meu primo essa hora já chorava e dizia que não queria morrer quando de repente dois olhos luminosos saltam em direção a janela ao lado de minha cama. Nossa! Foi o maior grito que já dei em minha vida. Não é que um gato infeliz estava escondido lá em cima? Minha irmã caiu na risada, meu primo no choro e eu com o coração na mão voei para debaixo das cobertas. E se não bastasse o susto, aparece minha vó dando o maior xingão em nós três. E o gato? Sumiu naquela escuridão, o bonito! Quando olhamos pela janela só enxergamos seus olhos reluzentes na noite adentro olhando para trás, rindo de nós, com certeza!

Mas as estórias não são só de assombração. São de amor, carinho, risadas, choro, amizade, brigas, trabalho e estudo também, sempre em meio as portas abertas do céu.
Desde então, cada vez que eu vejo os raios do sol por entre árvores, nuvens e flores, lembro das portas abertas do céu
que eu entrava na estação de minha infância e brincava com Deus na casa dos meus avós maternos, Emílio e Maria.

Hoje, na estação da vida cotidiana, continuo vendo as portas do céu se abrindo através do amor que meus pais sentem por mim; do sorriso das crianças e de suas palavras tão espontâneas e verdadeiras; da presença dos amigos que "brincam de viver" comigo; do meu trabalho que me ajuda a ser um pouco melhor a cada dia e que me ajuda a partilhar a vida; da natureza (pois eu não sei o que seria de mim sem o mar, as flores, os pássaros, as estrelas...); das palavras - que eu tanto valorizo; do silêncio do meu ser que por amor se alegra e se entristece, sorri e chora.
E em meio a tudo isso vejo que Deus cresceu comigo, mas seu amor e paciência continuam iguais.


Bjs a todos que passarem por aqui!

domingo, 22 de novembro de 2009

Eu sou....


"Eu sou essa mistura:
Mistura de humano e divino
E um resto de saudade.

Há tanto em meu sangue
Que minhas veias carregam mais do que minha vida,
Carregam também a minha morte.

De trigo e joio são os meus atos
E o que colho é o que reparto
Não o que guardo.

Não tenho regras nem as faço
O que tenho é um olhar
E uma coragem que dá medo.

Medo porque creio no invisível
Porque acredito no ser humano
E porque sinto que minha vida não me pertence."

Drika Bueno

Um beijo a todos que passarem por aqui!

domingo, 15 de novembro de 2009

Um coração para amar...


"... para perdoar e sentir, para chorar e sorrir
ao me criar Tu me deste..."

Ultimamente a letra dessa música anda rondando meu ser, querendo entrar mais fundo aqui dentro... aqui no meu coração.

Coração é mais do que um órgão físico do nosso corpo, coração é coisa de alma, de sentimento, de interioridade, de morada de Deus. Se meu coração físico parar de bater, aqui dentro, os meus sentimentos não vão morrer. Eles continuarão a existir, independente deste músculo.

Hoje minha casa-coração dói... mas continua a existir!
Há de se cuidar do coração... nosso e do coração das outras pessoas!

Abraços do meu coração a todos que passarem por aqui!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ensinar: uma arte de amar!


Todos os dias para mim são diferentes embora a rotina seja a mesma: ir para uma escola municipal onde trabalho. São oitocentos e tantos alunos e eu conheço cada um deles!
Nessa "arte de amar ensinando ", quem mais aprende e é amada sou eu.
Vejam só:
- Não sou mãe, mas sinto nos bracinhos de Larissa quando ela me abraça apertado um amor filial e maternal que só ela me transmite e me faz sentir;
- Admiro a responsabilidade prematura dos irmãos Mateus e Robert, tão jovens, ensinando-me com humildade e pureza o que é ter uma família unida;
- Divirto-me com Lucas e Bruno nas contações de história que ambos fazem nas salas primárias e me emociono vendo-os alegrar os pequeninos do pré;
- Tem o pequeno e desafiante César, criatura fantástica, inteligentíssimo e indomável para os parâmetros escolares "normais". Adoro conversar com ele;
- E o majestoso José... tão pequenininho e tão esperto! Todos os dias ele passa conversar comigo, as vezes até parece gente grande, e acho uma graça quando ele me chama de "o biblioteca", porque ele quase sempre esquece meu nome. Ele é um encanto;
- Há também um menininho sério chamado Maico que vive lendo de tudo e que sempre me ajuda no que precisa. Diz ele: "vou ser advogado quando crescer, minha mãe vai pagar um curso pra mim"... e olha, ele vai conseguir mesmo pois dentro dele há um censo de disciplina, caráter, responsabilidade e honestidade que não se aprende nos bancos universitários, isso já está dentro dele. Admiro a pessoa que esse menino já é;
- E tem a doce Daiane, menina meiga e companheira que me faz uma falta enorme quando não aparece. Vai ser uma eterna amiga;
- Isso sem contar o Alisson, o Estêvão, o Gilberto e mais uma turma que adorammm nos fazer rir por motivos tão bobos mas que nos arrancam risadas gostosas, verdadeiras...

Sinto nessa troca de atenção, de compreensão e de afetos a melhor recompensa do mundo e ser professora é uma das coisas mais belas que já exerci.
Meus alunos são os meus tesouros, com certeza, porque eles me fazem ser sempre melhor do que sou a cada dia. Ahhh, e eu adoro ser chamada de "prof" quando eles me encontram por aí ;)

Um beijo a todos que passarem por aqui e um abraço a todos os "prof" ;)

Obs.:O que escrevi aqui é o que vivo todos os dias na minha arte de amar sendo professora. Substituí os nomes das crianças por serem de menor.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Rastros de Deus


Quando penso em Deus não consigo deixar de ficar abismada por seu amor, por seu jeito de resolver as coisas - sempre tão diferente do nosso jeito, por sua criatividade e carinho e também pelos rastros que Ele deixa, o que nos faz identificar Sua ação/presença.

Certa vez passei por uma experiência que me tocou profundamente quanto a isso. Eu descobri que uma pessoa conhecida estava fazendo uma outra pessoa sofrer muito. Eu não conhecia esta outra pessoa mas acabei conhecendo porque esta pessoa se abriu comigo e eu fiquei a par da história. Não revelei nada do que eu sabia porque fiquei extremamente preocupada com aquela pessoa e triste com a outra. Durante uns quatro dias eu sofri muito com aquilo dentro de mim, tentanto achar um meio de ajudá-la. Eu queria tirar o sofrimento daquela pessoa mas não sabia como. Não podia contar porque temia a reação dela e também porque a outra pessoa me era muito querida e eu queria proteger o nome dela.

Pedi conselhos a algumas pessoas, rezei muito para que Deus me ajudasse a tomar a decisão certa e, por fim, sentindo que aquilo realmente fugia as minhas mãos, pedi a Deus que Ele mesmo tirasse aquela pessoa daquela teia de mentira e sofrimento e a libertasse de vez. E pronto, deixei isso com Ele e descansei toda aquela dor no silêncio de Cristo. E assim se fez...

Passaram-se duas semanas e aquela pessoa libertou-se daquele sofrimento de uma maneira inacreditável, solta pelas próprias mãos/atitudes de quem a fazia sofrer tanto. Bastou aparecer um pouco a verdade que ela tornou-se livre, ficou curada - como ela mesma me disse. Depois de uns dias, a tentativa de amarrá-la a uma mentira voltou novamente a espreitá-la, mas ela "tomou um remédio que a curou por completo", disse ela.

Olhando para essa libertação completa, sem restos mortais dentro da pessoa, penso que só Deus age assim, só Ele tem esse poder de passar por dentro de nós e fazer as coisas da maneira mais natural e suave, embora sejam extraordinárias! Ele mexeu no coração de ambas, fazendo com que elas tomassem a atitude certa, mesmo sem ter consciência disso, e a libertou. E o melhor: não deixou dentro dela raiva ou mágoa, muito pelo contrário, deixou o dom da compreensão, uma compreensão que talvez nem esta pessoa (a que a fez sofrer) tenha de si mesma. Ou seja: esta pessoa saiu melhor do que entrou dessa experiência... e só Deus faz isso nas pessoas.

Ao final de nossa ultima conversa refleti com ela que ela havia sido visitada por Deus e que havia também aceitado a graça de Deus em sua vida pois ela foi verdadeiramente curada. Acolher essa graça é que faz o milagre acontecer. Deus respeita isso em nós e só acontece aquilo que realmente desejamos profundamente.

Assim, fiquei imaginando Jesus em seu tempo. Os Evangelhos relatam que Ele se aproximava das pessoas que estavam as margens da sociedade. Ele ia até as margens, sempre, e ali Ele amava muito mais do que quando estava ao centro...=) Bom, mas isso é assunto para outro post =))

Um beijo a todos que passarem por aqui!

domingo, 11 de outubro de 2009

...faça o que o mundo não faz...


Esta frase vem soando como um sino dentro de mim há dias: Faça o que o mundo não faz!
Diante das alegrias e dores da vida e das pessoas, recebo este convite diário...e isso as vezes custa tanto:
Custa o mergulho profundo ou o voar alto...
Custa o não se contentar apenas com o que é da superficie da vida, das pessoas...
É preciso mergulhar no outro e em si mesmo e nesse mergulho ver tudo e, mesmo assim, continuar amando. Odiar é tão mais fácil as vezes porque não dói. O ódio não dói, não nos lapida. Ele "se põe" para fora e pronto!
Amar, não! Amar é ir até o fim, com tudo!

É fazer como Jesus, na maioria das vezes e ficar as margens da vida das pessoas. Saber passar, saber estar, saber não estar também na vida do outro... e isso dói porque a tentação é sempre querer estar no centro da vida de alguém ou então "dar o troco", como muitos dizem.
Amar as margens é um amor exigente que só sabe sua profundidade quem já provou de sua dor e delícia - como diz o poeta,e sabe acompanhar o ser amado de longe, muitas vezes no silêncio, na presença espiritual ou até no "vagão" da vida de outro alguém.

A vida se espanta com o poder suave da alma, sua força doce e incansável e seu amor profundo, abismo de coisas lindas... Quem ama e é amado entende essa força. Sabe que ela é assombrosa e inexplicável. Talvez uns aprendem porque amam assim e outros porque são amados assim.
Mas porque a vida se espanta? Toque com carinho em uma criança que é só maltratada que você perceberá.
Vale a pena mergulhar na alma do outro. Custa muito fazer porque exige paciência e muitas mortes e ressurreições, mas é isso que faz a diferença. É isso que não nos separa nunca, que faz do longe um lugar que não existe - como poetizou Richard Back.

Façam o que o mundo não faz... façamos. E logo não estaremos mais aqui porque teremos aprendido o que precisavamos aprender: amar!

Um abraço de coração a todos que passarem por aqui!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

...se ouvires a vóz do vento...


Eu tenho uma admiração por árvores e sempre foi assim...
Desde criança elas despertavam a minha atenção e, na primeira oportunidade que eu tinha, lá estava eu subindo em uma delas. Não lembro de ter caído nenhuma vez, o que lembro é do vento que soprava forte sobre elas e fazia com que elas falassem, cantassem... e eu adorava aquilo! Corria para fora de casa para escutar o barulho que as folham faziam ao se tocarem e ficava fascinada, era como música para minha alma.

Certa vez escutei, então, uma canção que dizia assim: "Se ouvires a vóz do vento chamando sem cessar...", e me perguntei:
- De quem é na verdade o sussurro que ouço: das árvores ou do vento?
E foi o tempo, com sua paciência e eternidade, quem veio me mostrando que a vóz que ouço, as canções e sussurros são de ambos e que a minha alma também tem muito deles.

Hoje, onde trabalho há muitos Eukaliptos e quando o vento sopra violento sobre eles sinto que minha alma se fortalece como aquelas raízes, mesmo que até se dobre, mas sinto que ela se firma mais e mais com a força que enfrenta.

Mesmo o vento gelado, esse que mora na noite, quando o sinto tocar em meu rosto percebo o quanto sou forte, o quanto sou capaz de enfrentar... sempre moldada pelas contrariedades da vida e encorajada pela mesma.

É isso que ouço!

E que os ventos sejam ouvidos e enfrentados, venham eles de onde vier!

Um beijo a todos!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Meus avós... minha doce infância!


Fui uma criança feliz e meus avós maternos, Emílio e Maria,
foram os responsáveis por grande parte desta felicidade.
Sempre que posso volto a casa deles,
lá no interior de minha cidade e de mim também,
onde eles sempre estarão.
Fisicamente ele já não estão mais aqui.

Passava minhas férias com eles e durante o ano, sempre que podia, estava lá também.
Cresci e corri a vontade naquele enorme espaço que eles viviam, em meio a natureza, ao amor, ao calor do fogo no fogão a lenha no inverno e nas sapecadas que fazíamos embaixo dos pinheiros... No carinho do colo e do abraço deles... no tempo que dividiamos brincando e trabalhando também. Sim, trabalhando!

Eu tive um grande companheiro, meu primo Tuca. Juntos nós trabalhavamos e ao mesmo tempo nos divertíamos. Passavamos horas em cima das árvores, ao redor do rio e no misterioso sóton que a casa dos meus avós possuía e lá inventávamos histórias e brincadeiras de dar isnpiração a Monteiro Lobato. =))


Estar perto de meus avós era ja estar na eternidade.
Muito do que tenho como espiritualidade eu recebi
e aprendi com eles: observando, rezando junto,
frequentando a Igreja com eles... e até hoje,
quando vou a Igreja onde ia quando criança
junto com eles, revivo tudo aquilo.

Lembrar de minha infância, portanto, é lembrar deles, com muita saudade e gratidão.
Amos vocês, meus queridos avós!!!

Beijos a todos que passarem por aqui =)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

É hora de agradecer....


Deste-me um coração tão pequeno,
e um amor tão grande,
que transborda por todo o meu ser.
Por que não vens Tu, então Pai,
esvazia-o de mim e toma posse do que é Teu?

Hoje eu só quero dizer: Sim!


Bjs a todos!